Andar acompanhando uma ACS num bairro que eu já conhecia trouxe-se uma lembrança de um dos assuntos abordados em quadrimestre anterior, "os personas". Está no território com o olhar voltado para o cuidado, para a promoção da saúde foi a grande novidade desse primeiro contato.
As depressões do território, a média de idade dos moradores da comunidade, a média de renda já eram fatos conhecidos, mas pensar em como alcançar essas pessoas com a atenção primária do SUS foi FANTÁSTICO!
Acompanhei o dia de trabalho da ACS "Osmaria", a escolha foi estratégica, ela não havia participado do nosso primeiro encontro. Durante o caminho fui provocando-a a falar sobre o seu dia a dia e dentro dos assuntos das perguntas motivadoras.
O olhar da agente era de esperança, vontade de alcançar as pessoas com o um sistema feito para eles, mas cheios de limitações. Ficou claro durante a visita que a comunidade não conhece o SUS; muitas vezes pensamos que apenas a periferia não conhece o SUS, mas a maior parte da população independente da renda não o conhece. Além disso, a ACS tem de sempre está preparada para os diversos "NÃO", já que a maioria do moradores têm plano de saúde privado.
Outro entrave é a questão do acesso, a maioria das residências são prediais, prédios antigos e sem interfone. Além disso, o bairro recebe muitos estudantes, tendo assim um fluxo muito rotativo que dificulta ainda mais o trabalho das ACS.
Problematizações
- Como conscientizar a comunidade a aderir ao SUS?
- Como a UBS acolhe/atende a comunidade idosa que ao saber do atendimento médico procura a unidade?
- Como propor alguma intervenção nesse atual cenário de instabilidade política e ano de prefeituráveis?